PESQUISA REVELA QUE CONSÓRCIO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS CRESCE QUASE 150% EM SEIS ANOS
Adesões avançam mais de 110% e contemplações aproximam-se de 140% com destaque para a região Centro-Oeste O agronegócio tem sido, ao longo dos anos, fundamental para o crescimento da economia brasileira. Por representar aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB), responde por parcela significativa da mão de obra empregada e, além de ter expressiva participação nas exportações, garante a se
Adesões avançam mais de 110% e contemplações aproximam-se de 140% com destaque para a região Centro-Oeste
O agronegócio tem sido, ao longo dos anos, fundamental para o crescimento da economia brasileira. Por representar aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB), responde por parcela significativa da mão de obra empregada e, além de ter expressiva participação nas exportações, garante a segurança alimentar do país.
Ao analisar o comportamento de 2020 até 2024, o PIB do agronegócio tem participado, em média com 25,1% na economia do país. Enquanto há seis anos a presença era de 26,6%, em 2021 atingiu 27,4%, e chegou no ano seguinte (2022) a 24,8%. Em 2023, a participação oscilou e retraiu-se a 23,8% e em 2024 fechou em 23,2%. A expectativa para este ano, com a safra batendo recorde e as commodities valorizando-se no mercado global, e que poderá alcançar 30,0%, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA Esalq /USP.

Impulsionado pela inovação tecnológica e pelo desenvolvimento regional, o segmento, que inclui agricultura, pecuária e agroindústria, vem registrando alta produtividade e competitividade no mercado nacional e internacional. Commodities como soja, milho e carne têm feito a diferença nos saldos da balança comercial.
A partir do período pós-pandêmico, o Sistema de Consórcios tornou-se mais importante nos planejamentos agrícola e pecuário, marcando presença no desempenho e na conquista de bons resultados. Ao maximizar a rentabilidade com redução de despesas, os consórcios de tratores, máquinas e implementos agrícolas vêm, ano após ano, crescendo no meio produtivo e proporcionando avanços contínuos em toda a cadeia do agronegócio antes e depois da porteira.
Em razão de atualização dos percentuais de participação, baseados em dados do Banco Central do Brasil e já considerando a inversão da tendência verificada nos últimos anos, o segmento de Veículos Pesados passou a se compor com aproximadamente 51% de participantes em Máquinas Agrícolas, 41% em Caminhões, e 8% em implementos rodoviários e agrícolas, ônibus, aeronaves e embarcações.

Recente levantamento realizado pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, junto às empresas associadas que atuam na venda de cotas de Máquinas Agrícolas, já considera os 51% de participação de acordo com dados do Banco Central.
PARTICIPANTES CRESCERAM 149% EM SEIS ANOS
Ao analisar somente os meses de agosto de 2020 a 2025, já reclassificados em 51%, observou-se desempenho crescente dos participantes ativos no consórcio de Máquinas Agrícolas. Enquanto em 2020 havia 184,79 mil, no ano seguinte o total atingiu 223,25 mil. Um ano depois, em 2022, atingiu 289,73 mil, rapidamente ultrapassados em 2023, quando chegou a 384,55 mil consorciados. Em 2024, somou 423,79 mil, 8,6% menor que os 460,12 mil deste ano. O crescimento de 149,0% no período evidenciou a confiança, credibilidade e importância do mecanismo no planejamento estratégico das pessoas jurídicas e físicas em seus agronegócios.

Com faixas de créditos variando de R$ 126,26 mil a R$ 1 milhão, a maioria dos consorciados aderiu a cotas para adquirir suas máquinas agrícolas em valor médio de R$ 565,27 mil.
AUMENTO DAS ADESÕES ATINGIU 110,9%
Ao considerar especialmente a taxa de administração média de 0,087% ao mês, no prazo médio de 135 meses, a modalidade, cresceu paralelamente ao agronegócio e anotou evolução de 110,9% nas adesões relativas aos acumulados de janeiro a agosto nos últimos seis anos. As vendas saltaram de 32,27 mil cotas, em 2020, para 68,05 mil, neste ano, comprovando a forte procura pelo consórcio em planejamentos a médio e longo prazos.

Neste ano, de janeiro a agosto, os valores comercializados nas vendas de cotas, R$ 17,11 bilhões, foram 13,7% maiores que os do ano passado quando somaram R$ 15,05 bilhões.
REGIÃO CENTRO-OESTE LIDERA AS ADESÕES
No período dos oito primeiros meses deste ano, o maior acumulado de cotas vendidas por região foi registrado no Centro-Oeste, com 36,0%. Na sequência, verificamos as regiões Sudeste e Sul com 25,6% e 19,9%, respectivamente. Norte e Nordeste fecham o número de cotas com 10,6% e 7,9%.

CONSORCIADOS CONTEMPLADOS AVANÇAM 138,6%
Nos últimos seis anos, as contemplações, momento em que os consorciados têm a oportunidade de adquirir seus bens, apresentaram avanços sucessivos no período de janeiro a agosto. Enquanto em 2020, o total alcançava 13,40 mil contemplados, este ano, os 31,97 mil atingidos representam aumento de 138,6%.

Ainda com relação à variação no período de 2020 a 2025, entre os consorciados contemplados que utilizaram os créditos disponibilizados, 91,6% focaram suas compras em máquinas agrícolas novas, enquanto 8,4% adquiriram seminovas.

O equipamento mais procurado foi o trator com 87,1%. Na sequência vieram as colheitadeiras com 2,5%, pulverizadores com 1,1%, adubadoras com 0,9%, semeadoras com 0,3% e outras, com grande diversidade de uso, com 8,1%.

REGIÃO CENTRO-OESTE LIDERA AS CONTEMPLAÇÕES
Nos acumulados de consorciados contemplados totalizados por regiões, durante os oito meses, a maior presença foi observada também no Centro-Oeste com 33,1%. As regiões Sudeste e Sul vieram em seguida com 28,9% e 25,1, respectivamente. Nordeste e Norte ficaram com 8,2% e 4,7%.

Entre as várias características exclusivas do consórcio de Máquinas Agrícolas, podemos citar a não cobrança de valores retroativos, a inexistência de IOF, o poder de compra ou de negociação, gerado pela atualização dos créditos a partir de vários índices de correção como a Tabela do Fabricante e o IPCA com 38,45% cada, seguidos pelo INPC, INCC e 50% da taxa Selic, com 7,7% cada um.

Somente neste ano, de janeiro a agosto, a somatória de créditos originários das contemplações – R$ 7,99 bilhões – foram potencialmente injetados no mercado do agronegócio. Ao contabilizar 48,3% de alta, superou os R$ 5,39 bilhões do mesmo período no ano passado.
DADOS COMPLEMENTARES DA PESQUISA
O levantamento ainda revelou que entre os participantes ativos 67,0% são pessoas físicas e 33,0% são de pessoas jurídicas. Apurou-se também que, nas pessoas físicas há 12,9% na faixa etária de 18 a 30 anos; 42,1% na de 31 a 45 anos; e 45,0% na das acima de 45 anos.

Face à presença das administradoras de consórcio em todo país, a maioria dos atuais participantes fizeram suas adesões aos grupos de consórcio por intermédio de parceiros comerciais (58,0%), enquanto os demais foram atendidos por profissionais de vendas (42,0%).
A pesquisa mostrou também que os consorciados ativos atuam em propriedades de diversos tamanhos, partindo de 50 hectares até aquelas que superam 300 hectares, e utilizam basicamente máquinas a combustão. Do total, 90,0% estão presentes no setor agrícola, plantando principalmente soja (70,0%), milho (20,0%) e arroz (10,0%). Os demais 10,0% dedicam-se ao segmento de origem animal.
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS NO AGRONEGÓCIO
Independentemente de atravessar adversidades climáticas em várias regiões, o consórcio de Máquinas Agrícolas vem demonstrando que, com suas características e peculiaridades, adequam-se a produtores e criadores, especialmente no planejamento de plantios e da criação animal.
Por se tratar da forma mais simples e econômica de adquirir bens, Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, explica que “o crescente aumento de vendas de cotas nos grupos de consórcios, ao longo dos anos, tem como base o conhecimento da educação financeira do produtor-consorciado que, ao considerar fatores como prazos de duração, formas adequadas de pagamentos, baixa taxa de administração, custo final menor, linha de crédito sempre disponível, sem cobrança de IOF, sem cobranças retroativas, entre outros, tem aderido à modalidade para contar com máquinas de alta tecnologia embarcada, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a lucratividade”.
Paralelamente, o Sistema de Consórcios oferece também oportunidades para aquisição de outros tipos de bens e serviços destinados ao agronegócio. No setor de imóveis, por exemplo, os créditos podem ser utilizados na construção de galpões, silos e outras instalações nas propriedades, bem como nas áreas de confinamento e reprodução.
Há ainda os que aderiram ao consórcio para compra de caminhões, aeronaves, embarcações, especialmente voltadas ao transporte de insumos e safra, manejo da lavoura como a aplicação de fertilizantes, sementes, pulverização de defensivos agrícolas, combate às pragas e até combate a incêndios.
As vantagens da flexibilidade e diversidade na utilização dos créditos do consórcio de serviços, por ocasião da contemplação, possibilitam que sejam agregados ainda programas de informatização de gestão e controle dos negócios e de meteorologia. Outra característica é seu uso como uma reserva técnica financeira como forma de prevenção, para eventuais emergências. Por vezes, ao não dispor de recursos imediatos e precisar recorrer a empréstimos financeiros, para, por exemplo, retificar motores de máquinas agrícolas, trocar caixa de câmbio a partir de contratos de manutenção com concessionários ou revendas, ou mesmo planejar reforma ou ampliação de instalações, a relação custo/benefício com consórcio é mais interessante.
O mecanismo pode ainda ser opção para os que, também no setor agropecuário, pretendam investir na aquisição de drones, equipamentos de segurança e de geração de energia, além dos na informatização de gestão e controle dos negócios e da meteorologia, em fertilização, entre outros.
“O consórcio de máquinas agrícolas contribui diretamente para a expansão do agronegócio no Brasil”, resume Rossi, presidente executivo da ABAC.
OS DIFERENCIAIS NOS PAGAMENTOS DAS PARCELAS DO CONSÓRCIO
Além de menor custo, pois o consórcio não tem juros, apenas pequena taxa de administração cobrada linearmente ao longo do plano, o mecanismo proporciona, principalmente, o poder de compra à vista dos consorciados após as contemplações.
Para tanto, no agronegócio, de acordo com os diversos tipos de culturas, variações de épocas de semeadura e colheita, tanto na monocultura como na policultura, e ainda na pecuária, há diversas formas de pagamento das parcelas dos consórcios:
1 – Pagamentos normais
2 – Pagamentos por safra – pagamentos anuais
3 – Pagamentos por safra – adiantamentos – pagamento trimestral ou semestral
4 – Meia parcela (reforço trimestral ou semestral)
QUADRO RESUMO DA PESQUISA