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Empresas maduras em IA são até 5 vezes mais competitivas: o que isso significa na prática?
Tecnologia 10/07/2025

Empresas maduras em IA são até 5 vezes mais competitivas: o que isso significa na prática?

Organizações maduras em inteligência artificial têm até 5 vezes mais chances de liderar seus mercados A Inteligência Artificial (IA) está em alta e tem sido apontada como um fator transformador para diferentes setores e organizações. No entanto, mais do que adotar essa tecnologia, é fundamental que as empresas desenvolvam maturidade operacional em IA. Isso porque essa maturidade permite compreende

Organizações maduras em inteligência artificial têm até 5 vezes mais chances de liderar seus mercados

A Inteligência Artificial (IA) está em alta e tem sido apontada como um fator transformador para diferentes setores e organizações. No entanto, mais do que adotar essa tecnologia, é fundamental que as empresas desenvolvam maturidade operacional em IA. Isso porque essa maturidade permite compreender com precisão o estágio atual da empresa, identificando o grau de alinhamento com as melhores práticas e com os avanços mais recentes do mercado.

No Brasil, 67% das organizações colocaram a IA entre as cinco prioridades estratégicas até o fim de 2025, conforme o relatório “Tech Trends 2025″ da Deloitte Brasil, sinalizando uma corrida pela competitividade digital.

De acordo com um estudo da McKinsey, empresas com alto nível de maturidade em IA têm de três a cinco vezes mais chances de liderar seus mercados. Já uma pesquisa da Deloitte aponta que organizações com esse perfil podem alcançar ganhos de produtividade de até 40%.

“A maturidade em IA vai além da tecnologia: envolve cultura, processos e um mindset de dados. Usar essa estratégia não se resume a ter a tecnologia disponível, mas sim à capacidade de integrar essas soluções de forma estratégica nos processos de negócio, criando valor mensurável e sustentável. As empresas que tratam IA como uma iniciativa isolada tendem a fracassar. As que enxergam como um motor de transformação transversal têm colhido resultados expressivos”, afirma o vice-presidente de Business Development da Keyrus, Paulo Simon.

Avaliar o grau de maturidade também permite um uso mais eficiente dos recursos, ajudando a direcionar investimentos para áreas com maior necessidade de evolução. Com essa clareza, é possível priorizar iniciativas de alto impacto e valor estratégico.

Além disso, empresas mais maduras nesse aspecto não apenas utilizam tecnologias sofisticadas, mas também promovem uma cultura baseada em dados, contam com uma infraestrutura tecnológica sólida e com equipes preparadas para explorar ao máximo o potencial da ferramenta. “A jornada rumo à maturidade envolve avanços constantes em tecnologia, ajustes estratégicos e qualificação de profissionais”, acrescenta Simon.

O que define uma empresa madura em IA?

De acordo com o especialista em dados, professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e autor do livro “Organizações Cognitivas: Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”, Kenneth Corrêa,  existem seis estágios distintos de maturidade em IA que as organizações devem percorrer:

  • Reconhecimento inicial: cultura de conscientização e educação sobre IA;
  • Exploração inicial: experimentação controlada e projetos piloto;
  • Implementação setorial: estratégia clara para áreas específicas;
  • Expansão organizacional: governança robusta e investimento em infraestrutura;
  • Operações avançadas: automatização e decisões baseadas em dados;
  • Liderança em IA: cultura de inovação e parcerias estratégicas.

“A maturidade em IA é alcançada mediante uma progressão cuidadosa, desde o reconhecimento inicial até a liderança em IA, envolvendo experimentação, avaliação contínua e uma governança forte”, explica Corrêa.

Os pilares da maturidade em IA

A jornada rumo à maturidade em inteligência artificial exige uma base sólida. Mais do que investimentos em tecnologia, trata-se de desenvolver pilares estratégicos que sustentem uma transformação contínua e integrada. Segundo Paulo Simon, “a maturidade não se alcança apenas com a compra de soluções prontas, mas com a capacidade da organização de absorver e escalar essa inteligência com visão de longo prazo”.

Veja os cinco principais pilares:

  1. Liderança engajada: “o patrocínio executivo é essencial. Líderes precisam não apenas aprovar orçamentos, mas compreender o potencial estratégico da IA e garantir que a agenda seja transversal a todas as áreas”, afirma Paulo Simon.
  2. Governança e ética em IA: implementar regras claras de uso, critérios de privacidade, segurança dos dados e princípios éticos ajuda a construir confiança e a evitar riscos legais ou reputacionais.
  3. Infraestrutura tecnológica: é necessário contar com ambientes seguros, escaláveis e preparados para o tratamento e o consumo massivo de dados, além de ferramentas robustas de machine learning, analytics e automação.
  4. Cultura orientada a dados: uma empresa madura toma decisões com base em evidências. Para isso, é preciso incentivar a fluência em dados em todas as áreas e promover o uso da IA como apoio ao raciocínio humano, e não como substituto.
  5. Capacitação e talentos: “Um dos maiores gargalos hoje está na formação de profissionais preparados para lidar com a inteligência artificial de forma estratégica. Não basta conhecer a ferramenta; é preciso entender o impacto do dado no negócio”, reforça Kenneth Corrêa.

Como construir essa maturidade?

Desenvolver maturidade em inteligência artificial não acontece de forma espontânea — é o resultado de um planejamento intencional e estruturado. Para isso, as empresas precisam construir um roadmap que oriente suas decisões, investimentos e prioridades em cada etapa da jornada.

“Na fase inicial, o foco deve estar em capacitar as lideranças, desenvolver uma cultura orientada a dados e explorar pequenos projetos-piloto que permitam aprender com riscos controlados”, orienta Corrêa.

Gradualmente, conforme as capacidades técnicas e analíticas evoluem, a empresa pode expandir a aplicação da IA para áreas estratégicas, criando padrões de governança, investindo em infraestrutura tecnológica e conectando diferentes departamentos em torno de objetivos comuns. “É nesse momento que a IA deixa de ser um experimento isolado e passa a integrar a lógica operacional da organização”, complementa Kenneth.

Na fase mais avançada, a IA se torna o motor da inovação, promovendo automações em larga escala, antecipando demandas de mercado e fortalecendo a vantagem competitiva. Segundo a S&P Global Market Intelligence, 72% das empresas pesquisadas já se encontram em níveis mais altos de maturidade no uso da IA.

“O mais importante é entender que a maturidade não é um ponto final, e sim um ciclo contínuo de evolução. Com metas bem definidas, KPIs por estágio e uma cultura de aprendizagem constante, as organizações podem transformar a IA em um diferencial real e sustentável”, pontua Kenneth Corrêa.

Resultados de empresas que amadureceram sua estratégia

A diferença entre empresas que apenas experimentam com IA e aquelas que alcançaram maturidade é significativa e mensurável. No Brasil, casos concretos ilustram como o avanço no uso estratégico da IA pode gerar impacto real.

“Empresas que se comprometeram com a jornada completa de maturidade, da cultura à infraestrutura, conseguiram não só reduzir custos operacionais, mas também acelerar o lançamento de produtos, melhorar a experiência do cliente e abrir novas fontes de receita”, afirma Paulo Simon.

Os dados reforçam a tese de que a IA, quando bem implementada, não apenas otimiza processos, mas muda o patamar de atuação da empresa. “Não se trata de modismo, mas de transformação estrutural com impacto direto nos resultados de negócio”, completa Simon.

IA e o fator humano: como alinhar tecnologia e talentos

Embora a inteligência artificial remeta a algoritmos e automação, seu sucesso está profundamente ligado ao fator humano. Sem pessoas preparadas, curiosas e abertas à mudança, a maturidade em IA simplesmente não se consolida.

Conforme a pesquisa da SAP Brasil, 62% das empresas brasileiras estão investindo em capacitação de seus colaboradores para superar a falta de pessoal qualificado para lidar com IA, enquanto 35% pretendem iniciar esses investimentos ainda em 2025.

Para o CEO da Impulso, people tech especializada em produtividade e reestruturação de equipes, Sylvestre Mergulhão, “o maior erro das empresas é imaginar que a IA substituirá tudo. Na prática, os resultados vêm quando usamos a tecnologia para potencializar o talento humano e não para descartá-lo. Isso exige desenvolver novas habilidades entre os colaboradores, como pensamento analítico, interpretação de dados, visão estratégica e tomada de decisão baseada em evidências”.

Além da capacitação técnica, é essencial criar ambientes colaborativos onde times multidisciplinares possam interagir com fluidez, testando hipóteses e aprendendo com os dados. “Quando a IA está inserida em um ambiente de confiança, com liberdade para experimentar e espaço para a diversidade de perspectivas, ela atinge seu verdadeiro potencial”, afirma Mergulhão.

Empresas que entendem essa dinâmica investem não só em tecnologia, mas em lideranças empáticas, programas de upskilling (processo de desenvolvimento e aprimoramento de habilidades e conhecimentos que um profissional já possui em sua área de atuação) e planos de carreira que valorizam o crescimento conjunto entre pessoas e sistemas inteligentes.

O ciclo contínuo da maturidade: inovação, aprendizado e adaptação

Chegar à maturidade em IA não significa atingir um ponto fixo, mas sim entrar em um ciclo virtuoso de melhoria contínua. Com o avanço constante da tecnologia e o surgimento de novos modelos — como a IA generativa e os agentes autônomos —, empresas maduras sabem que inovar e se adaptar rapidamente é parte do jogo.

“Trabalhar com IA exige humildade intelectual. A cada inovação, é preciso revisar o que funciona, abandonar o que não gera valor e ajustar a rota. Nesse contexto, a governança ágil se torna essencial para reagir a mudanças regulatórias, questões éticas e novos comportamentos do consumidor”, complementa Kenneth Corrêa.

As empresas mais bem posicionadas já trabalham com ciclos curtos de experimentação, modelos de IA em constante reavaliação e times dedicados à exploração de novos dados e tendências. “É uma mentalidade viva, não um projeto engessado”, conclui Corrêa.

Ao adotar esse modelo de amadurecimento dinâmico, as organizações não apenas acompanham a evolução da inteligência artificial, elas ajudam a moldá-la, antecipando o futuro e ocupando posições de liderança em seus segmentos.

Kenneth Corrêa
Kenneth Corrêa é um renomado especialista em Dados, Inteligência Artificial e Metaverso. Professor de MBA na Fundação Getúlio Vargas (FGV), o profissional tem ajudado a moldar a próxima geração de líderes. Além disso, Kenneth é palestrante internacional TEDx e atua como Diretor de Estratégia da Agência 80 20 Marketing, onde lidera uma equipe de 90 profissionais. Com 15 anos de experiência em marketing e tecnologia, ele desenvolve projetos inovadores para grandes empresas como AEGEA, JBS e Suzano. Recentemente, lançou no MIT (MIT – Massachusetts Institute of Technology) seu primeiro livro internacional, “Organizações Cognitivas – Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”, que explora o impacto da IA nas organizações. Para mais informações: Kenneth Corrêa.

Keyrus

A Keyrus é uma consultoria global de transformação digital, que opera em 27 países e conta com uma equipe de mais de 3.300 especialistas. Reconhecida pela Forbes como uma das melhores consultorias do mundo, a empresa atua em três principais áreas: Data Intelligence, Digital Experience e Management & Transformation Consulting.

A Keyrus se destaca como líder na oferta de propostas inovadoras em BI, Jornada Data Driven, Inteligência Artificial, Hiperautomação, Martech, Produtos Digitais e Soluções Aumentadas para a Indústria. Essa abordagem estratégica possibilita à empresa combinar sua experiência técnica com uma compreensão profunda dos desafios de cada cliente, resultando em entregas personalizadas que atendem às demandas específicas de cada setor.

Além disso, a Keyrus é reconhecida no Brasil como líder em Analytics & Intelligence no quadrante de Martech e também em Advanced Analytics & AI Services no quadrante de Advanced BI and Reporting Modernization Services – Midsize, conforme o relatório da ISG 2024. Essas conquistas reafirmam o comprometimento da Keyrus com a excelência e a inovação na transformação digital, solidificando sua posição de destaque no mercado. Para saber mais, acesse o site Keyrus ou LinkedIn.

Sylvestre Mergulhão é CEO da Impulso, uma People Tech especializada em produtividade e reestruturação de equipes. Fundada em 2010, a Impulso adota um modelo 100% remoto e oferece soluções para grandes empresas como Raízen, Globo, Coca-Cola, Creditas, Stone, Smartfit, Natura, ContaAzul, ClickBus, Zenvia, Cielo, Beep, Locaweb e Cogna. Com uma visão crítica ao modelo de gestão tradicional, Sylvestre destaca a importância de transformar a gestão de pessoas com foco em eficiência, performance e bem-estar organizacional. Ele é defensor de estruturas mais ágeis e adaptáveis, com uma abordagem centrada em squads sob demanda, gestão baseada em dados e treinamento contínuo. Sua filosofia promove a sustentabilidade organizacional, combatendo o crescimento acelerado sem planejamento estratégico, e enfatiza a importância de um modelo de gestão equilibrado que priorize tanto a inovação quanto a saúde mental dos colaboradores. Além disso, Sylvestre é um dos principais nomes a questionar a dependência de demissões em massa, propondo uma gestão mais humana e alinhada com as necessidades de um mercado de trabalho em constante evolução.

Impulso
Fundada em 2010, a Impulso é uma People Tech 100% brasileira especializada em soluções completas para times de tecnologia. Com um modelo 100% remoto desde sua fundação, a empresa atende grandes corporações como Raízen, Globo, Coca-Cola, Creditas, Stone, Smartfit, Natura, ContaAzul, ClickBus, Zenvia, Cielo, Beep, Locaweb e Cogna. Com uma equipe interna de aproximadamente 50 colaboradores e gerenciando um ecossistema de cerca de 300 profissionais, a Impulso prepara um plano de expansão com novas soluções de people analytics e inteligência aplicada à gestão de talentos, reforçando seu compromisso com a evolução contínua do setor de tecnologia no país. Saiba mais em: https://impulso.team/pt

By Temma Agência
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