Efeito Trump: Tarifaço coloca em risco o crescimento até 2026
Cenário de alívio inflacionário contrasta com o risco de estagnação econômica diante das tarifas impostas pelos EUA O Boletim Focus desta semana confirmou a leitura de um Brasil que caminha para 2026 com inflação sob maior controle, mas sem fôlego para crescer. O relatório sinaliza uma trajetória de queda para os preços, mas ao mesmo tempo traz revisões para baixo no PIB, mostrando que o país pode
Cenário de alívio inflacionário contrasta com o risco de estagnação econômica diante das tarifas impostas pelos EUA
O Boletim Focus desta semana confirmou a leitura de um Brasil que caminha para 2026 com inflação sob maior controle, mas sem fôlego para crescer. O relatório sinaliza uma trajetória de queda para os preços, mas ao mesmo tempo traz revisões para baixo no PIB, mostrando que o país pode enfrentar uma desaceleração antes mesmo de se beneficiar de cortes mais consistentes na taxa de juros. Essa contradição preocupa o mercado, que vê a Selic estagnada em patamar elevado e um espaço limitado para recuperação da atividade. “O Boletim Focus desta semana aponta para o efeito esperado de uma Selic alta, de inflação em queda, mas com sinais de desaceleração da economia”, avalia Volnei Eyng, CEO da Multiplike, reforçando que o cenário de controle dos preços não se traduz em dinamismo econômico.
Além das questões internas, o ambiente externo pressiona ainda mais. A decisão de Donald Trump de impor tarifas adicionais sobre produtos brasileiros insere uma camada de incerteza nas projeções do Focus, já que reduz a competitividade de setores-chave, ameaça exportações e trava a geração de divisas. Com a medida, empresas ligadas ao agronegócio, alimentos e manufaturas passam a enfrentar restrições adicionais em um momento em que o mercado já previa uma economia em ritmo mais lento. “Para 2026, o mercado vê a inflação ainda mais baixa, e o crescimento do PIB perde ainda mais força. Isso indica que a economia tende a desacelerar antes de se beneficiar de juros menores, que só devem começar a cair no próximo ano”, ressalta Eyng.
Na prática, isso significa que as companhias brasileiras terão de lidar simultaneamente com crédito caro, consumo enfraquecido e queda de demanda externa. O resultado é uma pressão direta sobre margens e liquidez, exigindo disciplina na gestão financeira e cautela nas decisões de investimento. Para muitos negócios, a prioridade será sobreviver à combinação de juros altos e tarifas externas sem comprometer a capacidade de inovar ou expandir. “O mercado deve reagir com cautela porque temos um cenário de alívio com a inflação sob controle, mas preocupação com o ritmo de crescimento, ainda mais se considerarmos os efeitos do tarifaço”, acrescenta o CEO da Multiplike.
Diante desse quadro, o mercado de crédito ganha relevância como ferramenta de sustentação. Estruturas mais sofisticadas permitem que empresas preservem capital de giro e garantem liquidez para enfrentar um ambiente hostil sem abandonar projetos estratégicos. É justamente nesse ponto que entram soluções como o crédito estruturado, capaz de equilibrar riscos e oferecer alternativas além do sistema bancário tradicional. “Para empresas, o desafio é administrar margens e liquidez em um ambiente de juros elevados e demanda mais fraca. Em relação ao mercado de crédito, seguimos atentos em oferecer soluções de crédito estruturado que ajudem companhias a atravessar esse período sem comprometer investimentos e competitividade”, conclui Eyng.
Sobre a gestora Multiplike – https://www.multiplike.com.br/
Fundada em 1999, a Multiplike é a maior gestora exclusiva multisacado/multicedente e securitizadoras de crédito privado do país, especializada em antecipação de recebíveis e capital de giro. Com mais de R$ 50 bilhões em créditos cedidos nos últimos anos, a companhia atua nos principais mercados, tais como: construção civil, agronegócio e indústria.
Com mais de 310 colaboradores, a Multiplike possui uma carteira de mais de 4 mil empresas atendidas, se consolidando como a empresa com maior rentabilidade do setor financeiro da região sul do Brasil.
A empresa adota um modelo distinto em relação aos bancos tradicionais, baseando-se na alocação de recursos próprios como garantia para os investidores. Essa abordagem estratégica se traduz em vantagens substanciais, particularmente quando a economia demonstra estabilidade. Nesse cenário, a empresa pode capitalizar sua considerável capacidade de alavancagem, permitindo um crescimento mais acentuado. Isso se deve à confiança que os investidores depositam na Multiplike como parceira sólida e confiável.
By Gueratto Press
Foto: Divulgação
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