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74% dos executivos brasileiros acreditam em impacto positivo da IA na sustentabilidade, aponta Bain
Tecnologia 17/12/2025

74% dos executivos brasileiros acreditam em impacto positivo da IA na sustentabilidade, aponta Bain

Em contrapartida, apenas 10% das empresas no Brasil se consideram maduras, contra 21% nos EUA e 22% na Índia. A terceira edição do relatório global The Visionary CEO’s Guide to Sustainability, publicado pela Bain & Company, revela que, após perder força em 2023, a prioridade da sustentabilidade começou a se estabilizar em 2024. A conclusão vem da análise das respostas de mais de 35 mil CEOs de 150

Em contrapartida, apenas 10% das empresas no Brasil se consideram maduras, contra 21% nos EUA e 22% na Índia.

A terceira edição do relatório global The Visionary CEO’s Guide to Sustainability, publicado pela Bain & Company, revela que, após perder força em 2023, a prioridade da sustentabilidade começou a se estabilizar em 2024. A conclusão vem da análise das respostas de mais de 35 mil CEOs de 150 grandes empresas, e mostra uma mudança importante: a sustentabilidade deixou de ser tratada como questão regulatória ou moral e passou a ser integrada ao valor estratégico de negócio.

Depois dos anos iniciais de metas ousadas, os CEOs repensaram seu posicionamento sobre sustentabilidade e agora falam menos sobre o tema, mas seguem com suas  iniciativas. Atualmente, há um conjunto de alavancas de descarbonização já lucrativas, prontas para acelerar a jornada das empresas rumo ao net zero que têm condições de impulsionar o que já funciona, antecipar disrupções e promover a resiliência.

O estudo mostra que, no Brasil, 40% dos executivos consideram o papel da IA na sustentabilidade como muito significativo, enquanto 54% enxergam uma contribuição moderada. No entanto, o entusiasmo ainda não é o mesmo encontrado nos Estados Unidos, onde 69% classificam a importância da tecnologia como muito relevante. Para Daniela Carbinato, sócia da Bain, o contraste reflete a oportunidade de transformação: “Essa diferença reforça a urgência das empresas brasileiras amadurecerem iniciativas e a oportunidade de avançarem de forma responsável, unindo competitividade e impacto socioambiental. As multinacionais estão criando pilotos interessantes, mas o desafio de escala ainda é grande. É aí que o capital público, filantrópico e bancário pode ajudar a equilibrar essa equação”, comenta.

Apesar da percepção positiva em relação à tecnologia, o nível de maturidade ainda é um desafio para as companhias brasileiras. Apenas 10% das empresas se consideram maduras no uso da IA para sustentabilidade, contra 21% nos EUA e 22% na Índia. A maior parte, 42%, está em fase de testes piloto, enquanto 36% avançam em iniciativas em escala.

Na avaliação sobre efetividade, o cenário também revela cautela. Só 12% dos brasileiros acreditam que suas iniciativas são muito eficazes, enquanto 62% as classificam como moderadamente eficazes. O restante se divide entre percepções neutras e algum grau de ineficiência. Quando se trata de riscos, 32% dos executivos no país avaliam que o uso de IA traz alto risco para a sustentabilidade, acima da média global de 21%. Metade considera os riscos moderados.

A pesquisa também comparou o desempenho entre países e setores, dividindo as empresas em três perfis: os líderes, que moldam a agenda, os seguidores e os retardatários. No Brasil, 30% das empresas são classificadas como retardatários, 62% como seguidores e apenas 8% como líderes. O contraste é grande em relação à Índia, onde quase metade das companhias (46%) se destacam como líderes. Entre setores, os de manufatura e tecnologia, mídia e telecomunicações apresentam maior presença de líderes, com 25% e 28%, respectivamente. Já consumo, produtos e varejo aparecem na ponta oposta, com 54% de retardatários.

O levantamento ainda investigou os critérios que guiam as decisões de investimento. No Brasil, eficiência operacional aparece como principal prioridade, seguida pelo impacto em sustentabilidade e pelo retorno financeiro. Já nos Estados Unidos e na Índia, a sustentabilidade lidera a lista de fatores determinantes.

Embora os resultados indiquem que o Brasil ainda não esteja na linha de frente global em maturidade tecnológica, o movimento de expansão da IA nas empresas brasileiras sugere que a ferramenta ganhará espaço como elemento estratégico para unir competitividade e impacto socioambiental.

By RPMA Comunicação
Foto: Freepik

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