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5 dicas para ser um C-Level fora do lugar comum
Empresas 02/10/2025

5 dicas para ser um C-Level fora do lugar comum

Habilidade política encabeça o primeiro lugar da lista de competências O discurso sobre carreira executiva foi tomado, nos últimos anos, por uma enxurrada de conteúdos sobre soft skills. Escutar mais, comunicar melhor, ser vulnerável: conselhos repetidos em livros, artigos e palestras que transformaram competências complexas em fórmulas rápidas de consumo. A realidade, no entanto, mostra outra coi

Habilidade política encabeça o primeiro lugar da lista de competências

O discurso sobre carreira executiva foi tomado, nos últimos anos, por uma enxurrada de conteúdos sobre soft skills. Escutar mais, comunicar melhor, ser vulnerável: conselhos repetidos em livros, artigos e palestras que transformaram competências complexas em fórmulas rápidas de consumo.

A realidade, no entanto, mostra outra coisa. Pesquisas publicadas no Journal of Applied Psychology apontam que a habilidade política é um dos principais preditores de desempenho e reputação de líderes, competência mais determinante do que as soft skills, que fazem parte de um item de checklist em processos seletivos, mas são tratadas de forma superficial, descontextualizada e pouco efetiva na prática organizacional.

Para Ilana Berenholc, especialista em presença executiva e posicionamento de líderes, esse é o ponto cego de muitos executivos: fazer mais do mesmo sem calibrar presença, influência e leitura de contexto. “Soft skills são tratadas como competências neutras, quando, na verdade, sempre operam dentro de relações de poder”, afirma.

Segundo Ilana, a empatia é um bom exemplo, visto que em certas situações essa habilidade pode ser responsável por aproximar e fortalecer relações, enquanto em negociações duras, disputas de interesse ou cenários de alta pressão, o excesso pode enfraquecer a posição de um líder. “Empatia não é sempre o melhor caminho. É preciso discernimento para decidir quando avançar e quando conter”, completa.

A especialista revela ainda que executivos são promovidos porque são lidos como confiáveis, relevantes e influentes. “Há líderes que falam pouco e são ouvidos com atenção; outros falam o tempo todo e continuam sendo ignorados. No fim, o que mais pesa não é o discurso, mas a impressão que você deixa, especialmente quando não está na sala.”

A Fórmula da Presença

Esse olhar crítico levou Ilana a criar a Fórmula da Presença, metodologia que questiona frameworks convencionais de liderança, muitas vezes reduzidos a checklists de boas práticas. O método parte de uma pergunta simples: como você está sendo lido, e o que precisa ser ajustado para que essa leitura seja estratégica?

A abordagem trabalha seis dimensões da presença — emocional, sensorial, relacional, visual, não-verbal e digital. “A ideia não é ensinar o executivo a ‘ser mais visível’ ou ‘parecer mais líder’, mas sim a ser intencionalmente percebido”, explica. “Não ensino o executivo a se expressar melhor nem a performar mais, o que faço é alinhar percepção e intenção para que a presença funcione a favor dos objetivos do C-level”, finaliza.

5 dicas para fugir do lugar comum para C-Levels, de acordo com Ilana Berenholc

  1. Cultive capital político: sem ele, o executivo não sai do lugar. Isso pode incluir procurar ativamente pessoas para quebrar muros invisíveis.
  2. Controle seus palcos: nem toda exposição é vantajosa. Em alguns casos, não estar presente, fisicamente ou virtualmente, é a afirmação do seu valor.
  3. Pratique a presença silenciosa: influenciar sem ocupar o centro da cena. Em ambientes saturados de vozes, quem domina o silêncio impõe ritmo.
  4. Use o não dito: o silêncio estratégico pode ser mais potente que um pitch bem montado. O não dito, quando bem posicionado, transmite prestígio, autocontrole e sofisticação política.
  5. Evite superexposição digital: quanto mais previsível, menos interessante. Nem todo C-Level precisa ser “o rosto da marca”; presença sem intenção pode corroer autoridade.

O futuro do posicionamento executivo

Na visão de Ilana, os próximos anos vão cobrar dos líderes algo que pouca gente está preparada para entregar: inteligência política refinada, posicionamento estratégico sem excesso de performance e narrativa autoral coerente em diferentes contextos.

“Posicionamento não é sobre o que você diz de si. É sobre o que os outros são levados a pensar quando você entra, fala ou se cala”, conclui.

Sobre Ilana Berenholc

Consultora e palestrante reconhecida no Top 100 Thought Leadership, com 30 anos de experiência e criadora do Método das 6 Dimensões da Presença Executiva. Ilana refina presença, narrativa e posicionamento de executivos e C-Levels para que cada interação — nas salas de decisão, nos bastidores e nos momentos de visibilidade — fortaleça influência e credibilidade.

https://ilanaberenholc.com/

https://www.linkedin.com/in/ilanaberenholc/

By Agência Viragem
Foto: Divulgação

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